Glossário

Anathapindika: Generoso mercador que viveu na época do Buda Shakyamuni, em Shravasti, na Índia. Despendeu vultosa quantia em ouro para adquirir terras nas quais construiria um retiro para o Buda. O príncipe Jeta não queria ceder parte de suas terras, mas quando soube da generosa intenção de Anathapindika, não só cedeu, como ofereceu uma floresta para que este construísse o mosteiro que recebeu o nome de Bosque Jetavana.

Darma (sânscrito): palavra etimologicamente derivada da raiz “dhr” que significa conduzir, suster, manter. É um termo de vasto sentido com três principais significados: (1) refere-se à Ordem Natural ou Lei Universal que sustenta o funcionamento do Universo nos planos físico e moral; (2) denota a totalidade dos ensinamentos budistas, uma vez que estes devem descrever e explicar, com exatidão, a Lei Universal subjacente, de forma que os indivíduos possam viver em harmonia com ela. É neste sentido que o termo aparece como uma das “Três Joias” (Triratna) e um dos componentes dos “Três Refúgios” (Trisharana), juntamente com o Buda e a Sanga; (3) é usado no sistema classificatório do Abidarma para se referir aos elementos singulares que coletivamente constituem o mundo empírico. Alguns desses elementos (darmas) são exteriores à pessoa que percebe, enquanto outros são processos psicológicos interiores e traços de caráter. É neste contexto que a Escola Madhyamaka nega a realidade substancial dos darmas, alegando que todos os fenômenos são “vazios” (shunyata) de realidade substancial.

Escola Chan e Terra Pura: ao chegar à China, a tradição Maaiana ramificou-se em oito escolas: (1) Vinaya ou (Escola da Disciplina), cujos ensinamentos dão ênfase à disciplina monástica; Ritsu, em japonês; (2) Chan, que enfatiza a prática da meditação; Zen, em japonês; (3) Três Tratados, ou Sanlun, forma chinesa da escola indiana Madhyamaka, que se baseia nos tratados: Madhyamaka-karika, Dvadashadara-shastra, de Nagarjuna e Chata-shastra, de Aryadeva; Sanron, no Japão; (4) Terra Pura, ou Jingtu, cujos princípios estão baseados na devoção ao Buda Amitabha; Jodo-shu, no Japão; (5) Tiantai, ou Escola da Plataforma Celestial, que tem no Sutra Lótus (Saddharma-pundarika Sutra) o seu ensinamento primordial; Tendai, no Japão; (6) Marcas da Existência, ou Faxiang, forma chinesa da escola indiana Yogachara, ou Mente Apenas, centrada na noção de que “Tudo é ideação”, significando que o mundo exterior é apenas produto de nossa percepção, não tendo realidade; Hosso, no Japão; (7) Esotérica ou Tântrica; em chinês, Mi, literalmente “Escola dos Segredos”; no Japão, conhecida como Shingon; baseia-se no Sutra Maha-vairochana; a recitação de mantras, o uso de mudras e mandalas e as “cerimônias de permissão” elementos importantes de sua prática; (8) Guirlanda de Flores, ou Huayan, cuja ênfase está em que tudo se interpenetra: Buda, mente, todos os seres sencientes e tudo o mais são uma só e mesma coisa; conhecida como Kengon, no Japão.

Fo Guang Shan: (chinês: Montanha da Luz de Buda): ordem monástica fundada pelo Venerável Mestre Hsing Yün, em 1967, no condado de Kaohsiung, Taiwan, República da China.

Hsing Yün: Enquanto aprendia a usar o dicionário no monastério, ainda jovem, Hsing Yün deparou-se com a expressão “hsing-yun-t’uan” (conglomerado de estrelas e nuvens). A definição usava palavras como “imenso, antigo e sem amarras”. Contemplando as aglomerações de incontáveis estrelas que pareciam nuvens, num período anterior à forma atual do Universo, Hsing Yün inspirou-se na expressão adotando-a por seu nome. Fazendo o voto de levar luz a todos os que se encontram na escuridão, ele se aventurou a estar sempre acima e além de preocupações e amarras.

Upasaka: uma das sete divisões da comunidade budista composta por: (1) monges (bhikshu); (2) monjas (bhikshuni); (3) discípulo laico do sexo masculino (upasaka); (4) discípula laica (upasika); (5) o monge noviço (shramanera); (6) a monja noviça (shramaneri) e (7) a jovem postulante ao noviciado (shikshamana).

Vesak: Festival budista que celebra três importantes eventos na vida do Buda Shakyamuni ocorridos no mês lunar de Vesaka ou seja, seu nascimento, sua iluminação e sua passagem ao parinirvana (a morte física).

Zu Lai: (Tathagata sânscrito e páli; chinês: Zu Lai): é o epíteto que o Buda empregava com mais frequência quando se referia a si mesmo. Tatha quer dizer “assim” ou “tal” e “agata” significa “vir”. Porém, a palavra “gata” significa “ir”. Muitos questionam se o significado de Tathagata seria “assim ido (tatha-gata)” ou “assim vindo (tatha-agata)”. O Tathagata está inteiramente presente ou ele se foi completamente? Ele é completamente imanente ou transcendente? A melhor interpretação talvez seja a de que o título Tathagata esteja investido de ambos os sentidos, isto é, ser compassiva e completamente imanente, porém em sintonia com todos os fenômenos e ainda plenamente atento, sendo ao mesmo tempo transcendente e dotado da transcendente sabedoria. Contudo, comentadores do páli explicam o Tathagata como aquele que veio para o nosso meio trazendo a mensagem da imortalidade, para a qual Ele se “foi” por meio da sua própria prática do Caminho.

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